Ela aprendeu a mudar. Aprendeu a amar. Aprendeu a suportar a dor da partida e alegria da chegada. Ela aprendeu a sorrir mais. Aprendeu a conversar. As coisas boas da vida.
Não queria mais sumir de sua existência, não necessitava mais de um esconderijo, não pensava em nada que não fosse o bem. E a companhia. A única coisa que continuava sem entender era o mal da humanidade. Mas esse já lhe era indiferente. Não pensava mais em lágrimas ou bipolaridades. Não queria mais saber dos trilhos do trem. Queria mesmo era sair da linha antes que a máquina passasse por cima dela.
Queria encarar os olhos das pessoas felizes. Queria dividir a tristeza das pessoas tristes. Queria ensiná-las o que aprendeu. Queria fazê-las entender, a qualquer custo, que o motivo da vida era muito mais que casa, roupas, carros e sapatos. Queria viajar, compartilhar, esclarecer dúvidas.
Ela sabia, agora, que nada mais a impedia. Sabia o que queria. Sabia o que fazer. E iria lutar para conseguir. Iria lutar por algo muito maior que ela mesma, por algo que almejava a muito mais tempo que a vida que tinha e que mudança tardia. Iria lutar pela sua felicidade. Iria lutar pela felicidade de quem ama.