Seria isso a exaustão de sentimento? Aceitar o própria droga que salva e mata. Seria a dose certa? Tentava entender pontos indecifráveis como a química. Radicais de metila. Talvez pudesse simplificar as palavras e constar o significados de suas expressões em um único Aurélio, e talvez fosse esse o problema: queria que pensassem, que entendessem, que ligassem fatos.
Era sim, a exaustão, de sentimento. Sempre com o mesmo ponto final. Anéis aromáticos sem ligações pi. Paradoxo. Olhava para os lados, e o que via? Milhares de pessoas que haviam caído em circunstâncias parecidas: seu desapego. Não eram pílulas, e comprimidos não lhe faziam efeito. Precisava de quem estava distante. Dos gritos, dos sorrisos e risadas. Era isso. A falta de palavras. Pronome pessoal, oblíquo e verbo não eram o suficiente. Necessitava de mais, sempre mais. Desapego.
Sempre necessitara de gavinhas. E as tinha em si mesma. Necessitava nos outros. Mas a dose certa. Seria essa? Mas era o que era. A falta de palavras para completar uma frase. Para responder perguntas com sinceridade. E de quem esperava as respostas, recebia mais dúvidas. Incomodava-se com os radicais de metila, etila e alguns de fenila (os mais preocupantes). Necessitava retirar da cadeia principal.