"Perdoai-nos e Livrai-nos". Era tudo confuso. Uma hora tudo parecia certo, em outra tudo errado. Nem por isso as lágrimas cessavam. Era esse seu maior problema, talvez: Mudança repentina de humor. Mas como explicar algo inexplicável? A vida era dura. Seus anseios, que há tanto haviam mudado, voltavam a tona. Só pensava em como seria não ter mais nada, como lembrança apenas um último suspiro. Queria que tudo terminasse. Como poderia se começava a ter tudo que sonhara?
Era confuso. Em um momento a conversa era animada e descontraída para então virar uma guerra. Manter a língua entre os dentes não era exatamente sua qualidade. Nem escutar sem revidar. As vezes achava que precisava do caos, para então dar-se conta de que não sobrevivia a ele. E não queria sobreviver. Não lutava para isso. Queria lutar para terminar com tudo que havia de bom e ruim. Queria terminar com os planos do dia, da vida, do futuro. Simplesmente por um ponto final.
Sabia que não haveria aplausos e sim tomates podres arremessados em sua direção, mas a essa altura não fazia diferença. Só queria um basta. Desejava que suas pálpebras caíssem para não se abrirem mais. Problemas? Todo mundo os tinha. "Livrai-nos do fogo do inferno".
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