Por trás de seus olhos negros poderia se sentir a sensibilidade de sua alma. Ou não. Há muito seu coração parara de bater e agora estava como o pássaro azul no asfalto quente: esmagado. Olhava para o mundo com desdém. Não confiava em ninguém. Não confiava em sua palavra. Olhava para a vida como se fosse única, última. E talvez fosse.
Sua companhia eram desenhos que não reclamavam do que fazia. Capacidade? Talento? Há muito deixara tudo de lado para seguir o que ninguém entende. Não seu coração, nem sua razão. Sim, colocava a culpa no destino. E no futuro. Colocava a culpa em todos, mas preferia as coisas abstratas, por que assim ninguém lhe oporia. Colocava a culpa na vida.
Anjos reclamavam sua ausência e sua traição. Reclamavam a forma como tratava a tudo. Reclamavam. Simplesmente. Seus desenhos não. Figuras de linguagem que não poderiam, nunca, falar.
Em seus olhos negros não se via nada mais que a fria e estúpida vida. Estúpida e inútil vantagem de viver, com um coração imundo e ganancioso, travestido de humildade e socio-poemas. Travestido de pobreza e uma simplicidade que não existia em seus olhos quando via o ouro. Não poderia se sentir a sensibilidade de sua alma, apenas a hipocrisia.
Em seus olhos negros não se via nada mais que a fria e estúpida vida. Estúpida e inútil vantagem de viver, com um coração imundo e ganancioso, travestido de humildade e socio-poemas. Travestido de pobreza e uma simplicidade que não existia em seus olhos quando via o ouro. Não poderia se sentir a sensibilidade de sua alma, apenas a hipocrisia.
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