segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Caminhos XI

O pecado. E ela mordera a isca como fosse uma maçã. Ou o fruto proibido. Planos de fundo. Do fundo da sua vida. Do espaço. Quem sabe fosse melhor pensar na vida como um jogo. Campo minado. Esse era o seu. Pôneis, unicórnios, cavalos alados... Somente em sua imaginação. Imaginação e imagens. Sonhos e funções. A metalinguagem de sua vida.
Caminhos cruzados. Paralelos. História geográfica do mundo. Deus? Big-Bang? Deus. Plano sublime de ser alguém. Situações passadas. Bombas e Mísseis. Guerra e falta de paz. E ar. Ela morde a isca como se fosse um fruto. Ou pseudofruto. Desculpas indesculpáveis. Ela podia dizer que sabia perdoar, por que, de fato, sabia. Mesmo que as vezes demorasse. Era de coração.
Coração de pedra, lhe disseram. Não, não acreditava. Era sincero o que sentia. Ainda era verdadeiro. Interprete de seu coração, as palavras lhe eram úteis, ao contrário de tantas pessoas que não sabiam o que fazer com elas. Elas eram amigas. Neologista, se considerava.
E o peso da consciência lhe era perturbador. Ainda haviam lágrimas, gosto de cabo de guarda-chuva na boca e nada a fazer. Campo minado. Passo a passo para descobrir o lençol que cobre o futuro. Tentando entender o quão difícil era manter o padrão. Matiz de sua vida.

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