E ela não ouvia nada ao seu redor. Era apenas um murmúrio em sua mente e não tinha idéia do que se passava do lado de fora. A tentativa mais uma vez fora falha. E quando, algum dia, daria certo? Era o que impedia sua evolução, o fato de não conseguir completar o objetivo que a trouxera até ali. Mas agora não havia mais o que fazer. Lavava as mãos e limpava nas próprias túnicas. A maçã amarelara.
Os sintomas da desistência foram aparecendo aos poucos. Não menos freqüentes que o da persistência. Desde o início sabia que não seria uma tarefa fácil, mas ninguém avisara do visível perigo. Era uma sátira. Ao seu redor eles riam. Deuses? Anjos? Ou só pessoas com suas fantasias de pecadores? Já não sabia o que eram. Ou o que era... E a pergunta ecoava como um acorde em uma catedral. Ironia. Era o que pensava. Como uma planta pode murchar no Éden?
A resposta era fácil, embora fosse complicada. Como entender a confusão que o mar cria após a tempestade... Era o humor dela, "como fosse uma caixa de Pandora, e impossível de alcançar a esperança". Sempre improvável. A imagem não era a mesma. O sol era encobrido pelas nuvens. Vontade própria? Não, só o destino.
muito bom! mesmo não explicando muito o cenário, transmitiu o sentimento de uma forma forte. Um ótimo começo!!
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bJ