segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Caminhos XIII

Talvez fosse amor, o que sentia. Talvez fosse o mesmo que sentiam por ela. Tocava, tocava, desligava. Sempre. Impossível dizer o que seguia o devaneio de estar. Injustiça por parte dela? Descuido de quem a cuidava? As vezes sentia que sentia inveja dos românticos. Um dia fora um deles. O tempo não permitia mais. Não muito. A água secara e no lugar sobrou a erosão e a escassez que o sol trouxera. Era como se fosse errado, e só o que fazia era olhar páginas que já não eram tão usuais. Medo do atrito? Mas não deixava de caminhar. E não sabia a direção. As vezes, simplesmente, desconfiava.
Várias e várias páginas falando sobre sentimentos. Não por ela. Por outra pessoa. Talvez não estivesse na hora. Hora de cair e ser esmagado pelo trem. Forte, não? Pensava ela que um dia pudesse vir a ser ou estar. Verbo To Be. Engraçado que não era. Confuso? Talvez. A vida era confusa. O destino era confuso. E se não existisse, era mais confuso ainda.
Via lágrimas no riso de outras pessoas. Na paixão. No amor. Tudo por que era diferente. Via lágrimas onde havia felicidade. Talvez as lágrimas que via fossem de alegria. Tocava, tocava, desligava. Seu coração era assim. Batia, batia e se apagava.

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