quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Caminhos XIV

Uma pessoa que se dá. Era o que era ela. Não Ela. Uma 4ª pessoa. E ela, a 3ª pessoa, já passava dos limites, inventava adjetivos, qualidades e defeitos, enxergava o inalcançável. Uma pessoa que se dá sem cobrar. Ou cobrando. Não sabia. O que lhe podia valer? Inimizade e euforia. Sinestésico.
Hiperbolava um super plano. Que talvez, como tantos, não saísse do papel. "O futuro muda a cada vez que olhamos para ele. Só pelo fato de olhar." Tinham-lhe dito. Era o presente. Era a surpresa. Era o que era pra deixar a vida mais divertida. Deixava? Nem sempre gostava de surpresas. Gostava da III Lei de Newton. Lhe era útil para explicar seus atos. Chocolate branco, meio-amargo, lhe fazia bem. E como fazia. Mastigadas dolorosas. Gosto nauseante. Intoxicação alimentar.
Desejava o mal. Não era hipócrita em não admitir. Desejava o mal de que precisassem dela. O máximo que podia desejar. O máximo que a crença lhe permitia. Não tinha intenção de ser um Caim da família. Antes Abel.
Era essa sua preferência. Morrer a matar. Matava só de sentimentos que as pessoas mesmas causavam nelas. "O futuro muda a cada vez..." Talvez fosse disso que precisava. Mudança. Começando pelas atitudes. Seria pra melhor? Pior? Não sabia. Só sabia que era aí que começava. "Só pelo fato de olhar." a uma pessoa que se dá. Era seu pensamento.

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