Uma vela queimando. Imaginava ela como fosse sua vida. Queimava e queimava... Diminuía a cada momento, mas provocava luz. Luz que sumia na escuridão, mas iluminava parte do espaço. Estranhamente ela tinha certeza que sua vida era como uma vela. Aos poucos terminava, mas era só o pavio. A cera continuava lá, líquida, pronta para um novo pavio e começar novamente. Sua vida. Terminava e começava, tantas e tantas vezes que já nem se lembrava. Cigana, carrasca, princesa, plebéia. Não sabia.
Tudo mudava, mas ao mesmo tempo continuava igual. Tudo poderia mudar definitivamente se ela cometesse os erros que havia tentado cometer. Pioraria. Não! Não queria pensar nisso. Mas ao mesmo tempo sentia-se tentada pelo desconhecido. Seria irresponsável. Ou seria um ato que ela praticaria.
Lembrava de coisas do passado. Brigas e felicidades. Lembrava do presente. E seus embrulhos, laços e fitas. E no futuro. As surpresas. As felicidades e tristezas que viriam. Sentia o pesadelo de estar lutando com alguém que tinha proteção de um amigo. Imaginava uma vela queimando. Talvez o pavio estivesse no fim. Ou não. Diminuía a cada momento, mas provocava luz.
O pavio estaria no fim, mas os hidrocarbonetos ainda provocariam a luz. E, se não a houvesse, os vagalumes estariam aqui para iluminar.
ResponderExcluirLindo, perfeito, indescritivel!
love escritora favorita ♥
haha, alcanos, alcenos e alcinos, ou qualquer outra função, talvez provocassem luz ou escuridão. Afinal, como saber o entendimento de cada um? As lâmpadas das ideias deviam ser substituídas por velas, já que estas podem ser apagadas quando uma foge. Com mais facilidade que uma corrente elétrica.
ResponderExcluirTrocar solenoides por gavinhas, eis a questão...Esqueça a fisica e os costumes, as palavras que tem a razão!
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